quinta-feira, 12 de abril de 2012

HAMSTER


O hamster pertence à família roedora e há muitas espécies diferente mas só algumas espécies são mantidas como animais de estimação, e é o animal pequeno mais popular de estimação em muitos países hoje. A maioria das espécies de hamster habitam áreas de semi-deserto e é noturno. A maioria espécies, mas não todas, tem a bochecha expansível na qual eles podem levar comida e forragem para o ninho.Há muitas espécies de hamsters, mas são 5 espécies criadas em cativeiro como animais de estimação são:
Hamster Sírio
(Mesocricetus Auratus) (também chamado de Hamster Dourado, o Sírio de pelos longos às vezes é chamado de TeddyBear Hamster)
Hamster Anão Russo Campbells
(Phodopus Sungoris Campbelli)
Hamster Anão Russo Branco Invernal
(Phodopus Sungoris Sungoris)(também chamado de Djungarian ou Hamster Siberiano)
Hamster Chinês
(Cricetulus Griseus)
Hamster Roborovski
(Phodopus Roborovskii)
Outras espécies incluem:
Hamster europeu ou Comum
(Cricetus Cricetus)
Hamster Camundongo
(Calomyscus Bailwardi)
Hamster Ladak
(Cricetulus Alticola)
Hamster Listrado Chinês
(Cricetulus Barabensis)
Hamster Mongol
(Cricetulus Curtatus)
Hamster de Eversmann
(Cricetulus Eversmanni)
Hamster Tibetano
(Cricetulus Kamensis)
Hamster de rabo longo
(Cricetulus Longicaudatus)
Hamster Cinzento
(Cricetulus Migratorius)
Hamster de rabo muito longo
(Cricetulus Triton)
Hamster Romeno
(Mesocricetus Newtoni)
Hamster Caucasiano
(Mesocricetus Raddei)
TRATANDO DO HAMSTER:

A maioria dos hamsters pode se tornar dócil em um espaço muito pequeno de tempo com manipulação regular e gentil. Hamsters normalmente só mordem quando estão assustados.
Se seu hamster é um pouco nervoso, em primeiro lugar uma boa idéia para adquirir confiança é usar a sua mão antes de tentar ergué-lo fora de sua gaiola. Tente acariciar o hamster com suavidade enquanto está na gaiola, oferecendo pedaços de comida de sua mão. Perceberá
logo que não tem nada que temer.
A próxima tentativa será colocar sua mão na gaiola, deixar o hamster investigar e andar sobre sua mão.
Uma vez que o Hamster está certo que não há nada que temer, levante a parte superior da gaiola ou abra a porta da gaiola, e puxe o hamster para cima com as duas mãos. Não segure forte pois também pode se assustar com isso.
Não erga seu hamster muito alto porque se salta de suas mãos e cai pode se ferir. Sempre é melhor pegar seu hamster quando você está sentando de forma que se saltar não tem como cair longe e simplesmente aterrissará em seu colo.
Uma vez que você tirou seu hamster da gaiola, e está se sentando, coloque o hamster de frente para você - eles parecem menos inclinados a saltar se estão de frente para você. Deixe o hamster caminhar de uma mão para a outra. Se seu hamster tenta saltar, deixe-o e então simplesmente apanhe-o novamente. É melhor fazer isto que tentar segurar o hamster, o que pode fazer com que se assuste. Uma vez satisfeito de passar de uma mão à outra, com suavidade comece a encurvar seus dedos ao redor do corpo de forma que possa começar a adquirir o hábito de ser segurado.
Primeiro seu hamster deve ficar contente de caminhar de uma
mão à outra com seus dedos ao redor de seu corpo e você pode então se sentar e deixando-o caminhar novamente de uma mão à outra.
Alguns hamsters são mais nervosos que outros e podem levar um pouco mais de tempo para se acostumar a ser manuseados. Seja paciente e gentil e seu hamster se tornará muito facilmente domesticado.
Se seu hamster realmente é assustadiço ou teve uma experiência ruim e morde sempre que o pega, tente pegá-lo usando um par de luvas e fazer como está indicado acima. O uso de luvas aumentará sua confiança e em troca ajudará o hamster. Uma vez que o hamster deixe de morder pode começar a manusear o hamster sem luvas.
Não manuseie seu hamster diretamente depois que você tenha manuseado comida. Hamsters têm vista extremamente pobre e confiam no sentido do olfato, se você tem comido há pouco uma maçã, o hamster cheirará isto em sua mão e pensará que sua mão é uma maçã e pode dar uma mordida.
Hamsters Sírios são bastante fáceis de manusear por causa do tamanho maior deles. Os Hamsters Russo tendem a ser um pouco mais ativos e por isso não são facilmente manuseados por crianças pequenas. O Hamster Chinês é freqüentemente uma delícia para manusear porque eles se sentam em sua mão e usam as patas para agarrar seus dedos - é freqüentemente difícil remover um chinês de sua mão! Outro ponto digno de nota sobre o chinês é que se eles estão nervosos têm o hábito de esvaziar a bexiga em sua mão! Roborovskis são extremamente vivazes e rápidos e então não são facilmente tratados . Eles precisam ser colocados na concha de sua mão para evitar que fujam, mas eles muito raramente mordem.
DICAS DE CRIAÇÃO DE HAMSTERS
Antes de iniciar sua criação de hamsters deve ser levado em consideração o que será feito com as crias. Embora o tamanho médio de uma ninhada de um Hamster Sírio é de 8 crias eles podem ter até 18 crias e Hamsters Anão tem uma ninhada média de 4 crias mas pode ter até 14 crias. Então é vital que isto seja considerado antes de criar hamsters.
Lojas de animais de estimação podem estar dispostas a receber o excesso mas é melhor perguntar antes de tomar a decisão de criar seus hamsters.

DOMANDO, ADESTRAMDO E TRUQUES
Os Hamsters são mansos, de boa índole, curiosos e brincalhões.
Embora um tanto ariscos no início, podem ser amansados e se acostumam facilmente à presença do dono. Com o tempo e algum adestramento, eles até aprendem truques que divertem as pessoas, como, pôr exemplo, dançar sobre duas patas.
Comece pôr acostumá-los à sua presença. Aproxime-se calmamente, com movimentos lentos e voz suave. Coloque a sua mão dentro da gaiola, e conserve-a imóvel. Pela sua curiosidade de natural o Hamster chegará mais perto. Vai cheirar e se afastar, mas sem medo. Repetindo a operação algumas vezes, o bichinho, aos poucos, vai deixar que você o segure na mão. Numa segunda etapa, coloque alguma guloseima na mão. Nas primeiras vezes o Hamster vai abocanhar o petisco (um biscoito, pôr exemplo) e comê-lo em algum canto da gaiola. Mas logo vai se acostumar e comer na própria mão do dono sem nenhuma cerimônia. Depois, mesmo sem biscoitinhos, ele vai andar e subir muito à vontade pelo braço do criador. Quando o dono é atencioso e amoroso, o hamster se sentirá seguro, o que facilitará o treinamento. Se você quer que ele aprenda a atender pelo nome, a cada vez que você chegar com algum biscoito, chame-o suavemente como forma de atrair a atenção. A tendência é que, a partir da associação do som de seu nome ao biscoito ele passe a atender sempre que você chamá-lo.
Com esta técnica conhecida como reflexo condicionado pode-se ensinar várias coisas. Para ensinar um Hamster a dançar, toque na vitrola determinada música. É importante que seja sempre a mesma, de modo que o animal associe aquela música com os exercícios que deverá fazer para receber a recompensa. os exercícios são: pegue a guloseima e eleve-a um pouco do solo da gaiola, a uma altura que o bichinho tenha que ficar de pé para conseguir apanhar. Com ele de pé, movimente o biscoito de um lado a outro, no ritmo, e ele seguirá sua mão. Tempos depois o biscoito na mão será dispensável, ele dançará seguindo simplesmente os seus movimentos. Mas sempre recompense-o, após cada exercício. Conta-se que, se bem adestrado, é só ouvir a música e ele começará a dançar.
Procure fazer os exercícios de treinamento, pelo menos, uma vez por dia. Lembre-se sempre, porém, de que um animal adestrado nunca perde os seus instintos, apenas controla-os um pouco. Portanto, se você achar que pode deixar o Hamster solto pela casa só porque ele é ensinado vai acabar aprendendo uma lição da natureza: como roedor, ele certamente vai arranhar alguns móveis, forros de cadeira, etc. Querer mudar isso é adulterar seu companheiro. Você pode passear com ele no ombro, no bolso, torná-lo. um grande amigo, mas nunca contrarie os seus instintos naturais.
CUIDADOS COM O HAMSTER
PREPARAÇÃO E LIMPEZA DA GAIOLA, ALOJAMENTO, ESCOVAMENTO, COMIDA E ÁGUA, DENTES, TRATAMENTO, SAÚDE
PREPARAÇÃO E LIMPEZA DA GAIOLA

A gaiola do hamster deve ser preparada cobrindo o chão com lascas de madeira e com material conveniente para que o hamster possa fazer um ninho.
A gaiola deve ser colocada longe da luz solar direta e fora de correntes de ar.
A gaiola deve ser limpa semanalmente e os hamster apreciarão se algum material do ninho velho for colocado na gaiola limpa junto com algum material fresco para ele fazer o ninho.

ALOJAMENTO

Os Hamsters Sírios normalmente não toleram a companhia de outros hamsters quando chegam a 8-10 semanas de idade e por isso eles devem ser alojados separadamente.Um hamster, uma gaiola.
Hamsters Anões vivem em pares ou agrupados com sexos misturados ou únicos.

ESCOVAMENTO

Hamsters não precisam de escovamento, com exceção de machos de pelos longos que podem precisar da escova ocasional para remover lascas da pelagem. Para isso é melhor usar uma escova de dentes macia.
COMIDA E ÁGUA

Água fresca sempre deve estar disponível, fornecida por uma garrafa de água fixada ao lado da gaiola.
Os hamsters devem ser alimentados com uma ração básica cada noite e também pode ser fornecidos suplementos alimentares. Adiantando o tempo de alimentação um pouco cada dia é possível encorajar o hamster para acordar mais cedo.

DENTES

Os dentes de um hamster crescem continuamente e para manter os dentes no comprimento correto o hamster roe. Lojas de animais de estimação, Pet Shop vendem uma variedade de produtos especificos para os hamsters roer. Também madeira de árvores frutíferas fornecerão algo para o hamster roer.. Biscoitos de cachorro duros também ajudarão a manter os dentes de um hamster no comprimento correto.

Criando Hamster no cativeiro e etc.

GAIOLAS, FORRAGEM, MATERIAL PARA O NINHO.
1 - GAIOLAS

Há uma variedade de gaiolas de hamster disponíveis em Pet Shop (lojas de animais de estimação).
O tipo mais comum de gaiola tem uma base de plástico e a parte superior de arame rígido. A parte superior se separa da base, fácilitando tirar o hamster da gaiola e fácilita também a limpeza. Elas também são bastante duráveis. Gaiolas semelhantes projetadas para ratos são satisfatórias para o Hamsters Anão ( tipo da espécie Chines) que pode se apertar pelas barras de gaiolas projetadas para hamsters.
Também há vários tipos de gaiolas que consistem em compartimentos e túneis. Estas podem ser bastante caras e difíceis de limpar. Também hamsters maiores podem achar os túneis um pouco apertados. Estas gaiolas são porém ideais para o Hamsters Anão.
Também podem ser usados aquários para alojar um hamster. Eles são a prova de correntes de ar mas podem ser desajeitados para limpar. Uma garrafa de água pode ser fixada ao lado do aquário usando Velcro como adesivo.
Raramente são vistas gaiolas totalmente feitas de metal nestes dias, pois têm uma tendência para enferrujar.
Podem ser feitas gaiolas de fabricação caseira de uma combinação de madeira e malha de arame mas hamsters tendem a roer a madeira e assim estes tipos de gaiolas podem precisar de consertos de vez em quando.
Também podem ser feitas gaiolas de fabricação caseira de caixas de armazenamento de plástico com a parte superior de malha de arame.
Estas são fáceis limpar e a prova de correntes de ar.
2 - FORRAGEM

É preferível usar lascas de madeira como cobertura de chão ao invés de serragem que pode causar irritações nos olhos e problemas respiratórios. As lascas de madeiras devem ser de preferência de madeira que tenha menos oleosidade possível.

3 - MATERIAL PARA O NINHO

Um hamster requer material para construir um ' ninho'. Papel macio rasgado em tiras é mais utilizado porque não causa ao hamster nenhum dano se comido e rasga facilmente. Feno também pode ser usado mas não deve estar mofo ou empoeirado.
Lã de algodão ou material fofo para o ninho podem causar danos para um hamster se comidos e não rasgarão se o hamster se enrolar neles, poratnto é melhor evitar. Não devem ser usadas lascas de Cedro porque é perigoso para os hamsters.
Há vários tipos de lã de algodão vendidos como material fofo para ninhos em lojas para hamsters e marcados como "seguros". Infelizmente este tipo de material pode causar bloqueios do estômago se comido pelo hamster o que resulta em morte e pode se enrolar ao redor de um membro e apertando-o pode resultar na perda daquele membro.
Como uma regra geral qualquer material para ninhos usada para hamsters deveria se dissolver se colocada em água ou numa solução de ácido muito fraca e deveria rasgar facilmente. Isto assegurará que se comido pelo hamster o material para o ninho se dissolverá no estômago e se enrolou ao redor de um membro será facilmente rasgado. Qualquer material para ninho que não siga este criterio não deveria ser usado.
Para advertir outros que podem estar usando material para ninho inadequado para o hamsters ou outros animais, e tentar persuadir os fabricantes para fazer material mais seguro, se você teve qualquer tipo de dano ou a morte de seu hamster causada por material para ninho você deve passar essa experiência para o maior numero de pessoas possível e notificar o fabricante.
A linguagem do hamster
Ações
Significados

Andar rapidamente pelo lugar, mantendo o corpo sempre junto ao chão
Insegurança, lugar não-familiar
Estufar as bochechas
Intimidação
Limpar-se meticulosamente
Sentido de conforto, de estar em paz
Bocejar
Contentamento, relaxamento
Levantar as duas patas dianteiras
Defesa de uma fêmea quando atacada por um macho
Saltar no ar
Bom humor, excitação
Sentar na parte posterior do corpo
Atenção ou agressão
Orelhas apontando para trás
Cansaço ou insegurança; medo, mau-humor, agressividade, atenção
Deitar sob as costas, imóvel
Postura de defesa; medo
Andar com a pante anterior do corpo abaixada e o rabo levantado
Medo, postura de inferioridade, na presença de outros hamsters mais fortes ou mais velhos
Coçar
Conforto, relaxamento
Limpar-se repentina e prolongadamente
Estado de alarme, susto
Orelhas dobradas
Atenção
Hesitar repentinamente
Estado de alarme ou medo
A SAÚDE DO HAMSTER

Hamsters são, em geral, animais robustos, mas algumas das enfermidades mais comuns são listados abaixo:
Diarréia - Ela pode ser causada por superalimentação de legumes ou comida úmida. Um hamster que sofre de diarréia não deve ser alimentado com qualquer legume ou comida úmida até se recuperar. Nos casos de diarréia prolongada deve ser procurado o conselho do veterinário.
Resfriados - hamsters podem sofrer resfriados e devem ser mantidos mornos (mas não quentes). Se o hamster tem dificuldade para respirar ou não se recupera depois de alguns dias deve ser procurado o conselho do veterinário.
Hibernação - Hamsters Sírios podem hibernar quando há uma mudança súbita na temperatura ambiente deles. Um hamster hibernando pode parecer duro e frio com pequena evidência de respiração, porém os bigodes podem ser vistos crispados em um hamster hibernando. Porque hamsters não fazem ' planos' para hibernar eles devem ser despertados para evitar desidratação e fome. Um hamster hibernando deve ser esquentado com suavidade até ficar ativo. Bastante comida e água devem estar disponíveis.
Sarna ( Perda de pelo) - Isto pode acontecer em hamsters mais velhos e normalmente acontece na barriga ou área do quadril. Isto pode ser evitado esmagando tabletes de levedura na comida do hamster. Perda de pelo também pode ser associada com irritação de pele e nesse caso deve ser procurado conselho veterinário.
Mancha no Quadril - Esta não é uma doença mas é conhecida por causar aos donos de hamster um pouco de preocupação quando notam isso. O hamster Sírio tem uma mancha em cada quadril, estas são glândulas de odor e são perfeitamente normais. Eles podem parecer pegajosos de vez em quando.
Qualquer hamster que sofre de enfermidade séria ou prolongada deve ser levado a um veterinário.
Diferenciação de sexo

Para descobrir o sexo de seu hamster, é necessário que você veja seus genitais. Isto pode ser feito de várias maneiras:
Coloque o hamster em uma das mãos, cubra-o com sua outra mão e vire-o de barriga para cima.
Encoste a palma de sua mão nas do hamster, envolva-o com os dedos indicador e polegar, segurando abaixo das patas dianteiras, e levante-o.
Segure o hamster pela pele do pescoço e supenda-o até conseguir ver sua barriga e genitais.
Nos hamsters machos adultos, em geral, os testículos são facilmente vistos, podendo até mesmo serem visualizados de cima. No entanto, nos hamsters mais jovens, a diferença não é tão evidente. Olhando para os genitais, você verá dois orifícios - o pênis ou vagina e o ânus. No macho, o espaço entre os dois é em geral 1-2 cm e, na fêmea, este espaço é tão pequeno que é difícil diferenciar os dois orifícios.

Site:http://www.hamster.com.br
"O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias estão sobre todas as suas criaturas."
- Salmos 145:9

Um passarinho contou-me...


- Quando um ganso bate as asas, cria um vácuo para o pássaro seguinte.Voando numa formação em V, o bando inteiro tem o seu desempenho melhorado em 71% mais do que se a ave voasse sozinha.

Pessoas que compartilham uma direção comum e senso de comunidade, podem atingir seus objetivos mais rápido e facilmente.
- Sempre que um ganso sai da formação, sente subitamente a resistência por tentar voar sozinho. Rapidamente, volta para a formação, aproveitando a aspiração da ave imediatamente à sua frente.
Se tivermos tanta sensibilidade quanto um ganso, permaneceremos em formação com aqueles que se dirigem para onde pretendemos ir e nos dispomos a aceitar a sua ajuda, assim como prestar a nossa ajuda aos outros.
- Quando o ganso líder se cansa, muda para trás na formação e, imediatamente, um outro ganso assume o lugar, voando para posição de ponta.
As pessoas, assim como os gansos, são dependentes umas das outras. É preciso acontecer um revezamento das tarefas pesadas e dividir a liderança.
- Os gansos de trás, na formação, grasnam para incentivar os da frente e aumentar a velocidade.Precisamos nos assegurar de que o nosso "grasnar" seja encorajador para que a nossa equipe aumente o seu desempenho.
- Quando um ganso fica doente ou fraco, dois gansos saem da formação e seguem-no para ajudá-lo e protegê-lo. Ficam com ele até que ele esteja apto para voar ou morra. Só assim, eles voltam ao procedimento normal, com outra formação, ou vão atrás de outro bando.
Se nós tivermos tanto bom senso quanto os gansos, também estaremos ao lado das outras pessoas nos momentos difíceis.

Se o homem pensasse como os animais...


"Se os homens pensassem como os animais..."
"Se o homem pensasse como o pássaro...festejaria cada amanhecer com uma linda canção."
"Se o homem pensasse como o cavalo...ultrapassaria os obstáculos com classe, firmeza e determinação."
"Se o homem pensasse como o cão...faria do amor uma constante troca de carinho, lealdade e fidelidade."
"Se o homem pensasse como o gato...teria calma e quilíbrio em qualquer dificuldade."
"Se o homem pensasse como a abelha...constataria que nada se constrói sozinho."
"Se o homem pensasse como a formiga...veria que trabalho e sucesso trilham o mesmo caminho."
"Se o homem pensasse como a baleia...veria a importância do poder da solidariedade."
"Se o homem tivesse a pureza e a simplicidade de ser, dos animais...a paz deixaria de ser um sonho e seria uma realidade."

"Chegará o dia em que os homens conhecerão a alma dos animais e, nesse dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a Humanidade."
(Leonardo Da Vinci)

Toxoplasmose


A toxoplasmose é uma das doenças com índices de prevalência mais altos do mundo. Normalmente as pessoas que ficam com toxoplasmose nem ficam sabendo que a tiveram, confundindo seus sintomas com os de uma gripe. No entanto, a doença pode se manifestar de forma mais severa também. Com a grande quantidade de pessoas afetadas pelo vírus da AIDS, a questão da toxoplasmose tornou-se bem mais séria em termo de saúde pública. Outro grupo que deve ser particularmente cuidadoso é o das mulheres gestantes. É muito comum a dúvida sobre o que as mulheres grávidas devem fazer com seus gatos. Aqui apresento informações sobre a toxoplasmose (que são resultado de pesquisas sobre a doença) na forma de perguntas e respostas.




O que é Toxoplasmose?

A toxoplasmose é uma doença causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este protozoário pode infectar qualquer animal de sangue quente.


Como os humanos podem pegar Toxoplasmose?

As vias de transmissão possíveis são :

1.ingestão de cistos na carne crua ou mal cozida de animais portadores. É a forma mais comum de contaminação em humanos.
2.ingestão de oocistos (forma resistente do T. gondii) provenientes de fezes de gatos, seja pelo manuseio da caixa de areia, contato com solo ou verduras contaminados pelos oocistos.
3.infecção transplacentária, quando o parasita ataca o feto antes do nascimento, através da placenta, nos casos em que a gestante tem seu primeiro contato com o Toxoplasma. Quando ela já tem anticorpos no início da gestação isso não ocorre, pois não desenvolverá a doença.
Qual é o risco de pegar Toxoplasmose?

Quando um ser humano tem seu primeiro contato com agente causador da Toxoplasmose, ele pode desenvolver sintomas semelhantes aos de uma gripe, como dores no corpo, tosse, entre outros. As defesas do organismo costumam ser suficientes para conter o processo, embora pessoas com deficiências imunológicas (portadores de AIDS, por exemplo) possam desenvolver sintomas graves em função dessa infecção. O parasita pode ainda retornar caso a imunidade seja afetada no futuro. Após esta primeira infecção o indivíduo normal ganha imunidade contra a doença. O grande perigo da infecção ocorre quando uma mulher gestante entra em contato com o Toxoplasma pela primeira vez em sua vida e desenvolve a infecção. O feto poderá se infectar e apresentar mal-formações como deficiência visual grave quando nascer, entre outros problemas graves de saúde.

Como a mulher gestante pode se prevenir?

Não comendo alimentos crus ou mal-cozidos, usando luvas ao fazer jardinagem (lavando as mãos depois) e deixando de limpar a caixa de areia dos seus gatos. Deve-se limpar cuidadosamente o material que irá entrar em contato com carne crua, como a tábua de cortar carne. A caixa de areia dos gatos precisa ser limpa todos os dias. É bom que a gestante possa saber se já tem ou não anticorpos contra a Toxoplasmose, até para poder regular o grau de atenção para as medidas preventivas. Isso se consegue através de um exame de sangue.

É preciso se desfazer dos gatos da casa?

Não, conviver e manusear gatos é seguro, seguindo as recomendações acima.

Qual é o papel dos gatos na transmissão da doença? Como eles se contaminam?

Os felinos são os únicos hospedeiros definitivos do Toxoplasma. A reprodução sexuada do se dá em seus intestinos. Após a infecção em um gato, por exemplo, ele irá eliminar cistos (formas resistentes do parasita) nas fezes por um período máximo de quinze dias. Acontece que esses cistos ficam no solo por até mais de um ano e podem contaminar alimentos e ser transportados por moscas, baratas e até minhocas. Os gatos se contaminam geralmente ingerindo carne contaminada, seja servida pelos donos ou ingerindo suas presas, como ratos e pássaros.

Como evitar a infecção em gatos?

Evitando que possam caçar e não oferecendo leite cru (principalmente de cabra) nem carne crua.

Mulheres grávidas devem evitar manipular gatos?

A manipulação é segura, porque mesmo que o gato esteja no período de eliminação dos cistos (que dura apenas quinze dias e ocorre apenas uma vez na vida do gato), eles não estarão em sua forma esporulada, ou seja, contaminante. Isso porque é preciso pelo menos 24 horas para que isso aconteça, e os gatos possuem hábitos de higiene muito desenvolvidos, não ficando em contato com suas próprias fezes e limpando-se boa parte do dia.
Qual o papel dos gatos na transmissão da Toxoplasmose?

Os felinos são os únicos hospedeiros definitivos da toxoplasmose. Somente eles eliminam cistos contaminantes nas fezes, que são resistentes no meio ambiente. Portanto são responsáveis pela transmissão para os outros animais, que podem ingerir os cistos na água, por exemplo
. Os felinos, principalmente os gatos, são os reservatórios naturais da doença e espalham o parasita para muitas outras espécies através dos cistos resistentes eliminados nas fezes. São essas espécies que acabam contaminando outros felinos, normalmente quando lhes servem de alimento. Se não houvessem felinos no mundo, não haveria toxoplasmose
"Gatos amam mais as pessoas do que elas permitiriam. Mas eles têm sabedoria suficiente para manter isso em segredo”
– Mary Wilkins

creditos: http://reinodobicho.blogspot.com.br/

Leptospirose Canina


A leptospirose é uma doença infecciosa, de notificação compulsória, causada pelas bactérias do gênero Leptospira. Trata-se de uma das mais freqüentes zoonoses, sendo observada principalmente nos meses mais chuvosos, em áreas alagadas e/ou deficientes em saneamento. Tanto os animais domésticos quanto os selvagens são reservatórios para esta enfermidade.
No cão, a leptospirose é caracterizada por doença renal e/ou hepática aguda, e às vezes pode levar a uma septicemia. Nos casos crônicos, observam-se seqüelas como doença renal crônica. Em gatos esta enfermidade é rara.
A enfermidade é causada pela Leptospira, uma bactéria aeróbia ou microaerófila, Gram-negativa, pertencente a ordem das espiroquetas. À microscopia observa-se morfologia em espiral, e freqüentemente um "gancho" nas extremidades da célula bacteriana. A leptospira não se multiplica fora do hospedeiro, e sua sobrevivência fora dele depende das condições do meio ambiente, sendo altamente sensível a ambientes secos e a pHs e temperaturas extremas. O patógeno pode sobreviver no meio ambiente por até 180 dias quando em solo úmido ou em águas paradas.
Tradicionalmente o gênero Leptospira era subdividido em 200 sorovares, baseado nas diferenças antigênicas. Todos os sorovares patogênicos eram classificados como L. interrogans, e os não patogênicos eram incluídos na espécie L. biflexa. Atualmente, o gênero é classificado de acordo com suas características genéticas, em 7 genoespécies, 28 sorogrupos e vários sorovares e genótipos. O cão é o hospedeiro primário das espécies L. canicola e L. bataviae, geralmente associadas aos sintomas clínicos mais graves. Apesar de menos freqüente, o cão pode também ser um hospedeiro acidental das outras espécies de Leptospira, como L. gipptyphosa, L. pomona, L. icterohaemorrhagiae e L.bratislava .


Leptospira penetra pelas mucosas ou pela pele lesionada. A transmissão em cães pode ocorrer por contato direto de animais infectados ou, mais freqüentemente, por transmissão indireta, onde um animal susceptível fica exposto a um ambiente contaminado. Entre o 4o e 11o dia de infecção, a bactéria invade a corrente sangüínea multiplicando-se rapidamente, dando origem a leptospiremia. No início desta fase observam-se febre, leucocitose, e albuminúria. Em animais susceptíveis, pode ocorrer a septicemia, onde a bactéria invade os órgãos pelos quais ela tem maior tropismo, ou seja, fígado, rins, baço, sistema nervoso central e olhos, podendo ocasionar grandes danos. A Leptospira pode provocar petéquias ou equimoses, icterícia, infiltrado inflamatório difuso de células plasmáticas nos rins, necrose focal de parênquima hepático, colestase intrahepática com lesão hepática severa. Neste estágio da doença o animal poderá sucumbir devido a uma insuficiência renal ou hepática. Ao final da bacteremia, 7 a 10 dias após a infecção, geralmente a febre diminui e a bactéria é eliminada da circulação sangüínea pelos anticorpos, o animal pode se recuperar. A recuperação é mais rápida quanto menores forem as lesões nos órgãos. No entanto, as bactérias que se alojaram em locais onde os anticorpos não têm acesso, como córneas e túbulos renais, podem levar a uveíte e leptospirúria. A leptospirúria, ocorre em uma fase mais tardia da enfermidade. Ela pode permanecer por meses até mesmo anos constituindo uma fonte de infecção para os outros animais. Nestes animais, a concentração de anticorpos decai, já que a bactéria, situada nos túbulos renais, não estimula o sistema imune. Estes animais podem apresentar-se soronegativos quando testados.

A sintomatologia depende de vários fatores, em especial do hospedeiro. Sabe-se que a bactéria adaptou-se aos reservatórios primários (roedores, animais silvestres) causando infecções crônicas ou assintomáticas com fraca resposta imune. Por outro lado, nos hospedeiros acidentais, as infecções costumam ser agudas, com elevada resposta imune. Em cães, a sintomatologia da leptospirose é variável, podendo apresentar-se sob as formas aguda, peraguda ou crônica. Os sinais clínicos dependem da idade do animal, imunidade do hospedeiro, fatores ambientais e a virulência do sorovar. Infecções peragudas levam à leptospiremia intensa, choque, e morte do animal. Em infecções menos agudas observam-se febre, anorexia, vômitos incoercíveis, desidratação, poliúria, polidipsia, e relutância ao movimento. Com a progressão do quadro pode surgir oligúria e anúria. Na forma crônica, podem não haver sinais clínicos evidentes. O animal pode apresentar febre sem motivo aparente e conjuntivite moderada a severa. No entanto, distúrbios renais e hepáticos crônicos podem surgir em conseqüência da leptospirose. Animais jovens que não foram vacinados, ou cujas mães não foram vacinadas, possuem um risco maior de desenvolver a doença peraguda, podendo levar o animal a morte devido a septicemia ou ainda intensa hemólise.
O diagnóstico da leptospirose consiste em detectar a bactéria no sangue ou na urina do animal acometido ou demonstrar um aumento nos títulos de anticorpos para um determinado sorovar. O diagnóstico laboratorial inclui hematologia, urinálise, sorologia e identificação da bactéria em tecidos apropriados. Paralelamente, deve-se realizar o diagnóstico diferencial para uma variedade de enfermidades, como anemia hemolítica autoimune, hepatite viral canina, neoplasia hepática, neoplasia renal, nos casos agudos; e de brucelose canina e herpesvírus (abortos) , nos casos crônicos . O objetivo principal do tratamento durante a fase aguda da doença é manter o paciente estável e prevenir a extensão das lesões no fígado e rins, além de suprimir a leptospirúria. Os animais em fase aguda necessitam de terapia intensiva de suporte dependendo da severidade do quadro. O prognóstico é reservado quando já está instalada a insuficiência renal e/ou disfunção hepática, e desfavorável em pacientes com choque ou coagulação intravascular disseminada. O uso de antibióticos inibe a multiplicação destes organismos reduzindo complicações. Vários antibióticos podem ser utilizados na eliminação da leptospiremia como penicilina, ampicilina, amoxicilina. Estudos mais recentes têm demonstrado alta eficácia da doxiciclina (5 a 10 mg/Kg BID) para o tratamento da leptospiremia e principalmente da leptospirúria. Não devem ser utilizados aminoglicosídeos e estreptomicina até a total recuperação da função renal. O controle deve ser feito através da vacinação dos animais, visto a impossibilidade de eliminar os reservatórios desta enfermidade. Este controle requer especial atenção, haja vista a alta taxa de mortalidade apesar dos tratamentos intensivos e de seqüelas irreversíveis. A vacinação tem sido efetiva reduzindo a prevalência e severidade da doença. Em 80% dos casos, o homem pode infectar-se indiretamente pelo contato com água contaminada com urina de animais infectados; ou diretamente por mordedura, manipulação de tecidos contaminados e ingestão de alimentos ou água contaminados. A contaminação direta entre pessoas é extremamente rara. A contaminação humana ocorre principalmente em áreas alagadas, e em profissionais de risco (agricultores, veterinários, etc.). É facilitada quando a pele está amolecida (pelo efeito da água) ou lesada. Os principais sintomas no homem são: febre (39o-40oC), tremores, dores de cabeça, mialgia, artralgia, astenia, irritação ocular e conjuntivite.
Site:http://www.cepav.com.br

Ei vc!
Vc mesmo!
Notou como sou lindão?
Percebe o quanto preciso de você?
Então vamos negociar!
Te dou meu amor e tudo que possuo!
Tenho esta bola de estimação...!
Ok! Ok! Ela está com uns furinhos!
Mas não fui eu!
Foram meus dentinhos! hehehe
Em troca, só preciso que me ame e que cuide bem de mim!
Combinado?
PS: Mas vou logo dizendo: A BOLA VAI ME FAZER FALTA!!!!!!!!

AH! ME AMA VAI!!!!! :o)


"A verdadeira bondade do homem só pode se manifestar com toda a pureza, com toda a liberdade, em relação àqueles que não representam nenhuma força. O verdadeiro teste moral da humanidade (o mais radical, num nível tão profundo que escapa ao nosso olhar) são as relações com aqueles que estão à nossa mercê: os animais. é aí que se produz o maior desvio do homem, derrota fundamental da qual decorrem todas as outras."
- Milan Kundera

Creditos:http://reinodobicho.blogspot.com.br/


Existe Cachorro Racista?


Desde que eu era menina sempre ouvi dizer que existem determinados cães, e em especial determinadas raças de cães, que são racistas. Naquela época eu nunca me questionei a este respeito e eu mesma fui dona de um Pastor Alemão que, embora não pudesse ser chamado de "racista" pois sempre aceitou pessoas brancas, pretas, japonesas ou de qualquer raça, poderia ser chamado de "preconceituoso". Este cão tinha verdadeira aversão (e agressividade) com relação a mendigos e bêbados, bem como por bando de crianças barulhentas e sem camisa.
Mas será que existem mesmo cães racistas e cães que detestam determinado grupo de pessoas?
A verdade é que esta atitude agressiva não é reflexo de preconceitos como nós humanos entendemos. Mesmo que alguns cães pareçam ser mais agressivos e desconfiados com determinados grupos de pessoas, cães não gostam ou deixam de gostar mais ou menos de uma pessoa, seja ela negra, branca ou oriental, por causa de conceitos prévios a respeito de uma possível correlação entre a cor da pele e comportamento "padrão" tal como muitos humanos fazem.
Se um cão discrimina determinado grupo de pessoas é porque uma das três razões abaixo fizeram parte do seu desenvolvimento quando filhote:

1- Ele nunca teve contato ou até mesmo viu uma pessoas com estas características físicas.
Se um cão for criado apenas numa comunidade negra ele (o cão) provavelmente irá estranhar, podendo até demonstrar sinais de agressividade contra brancos. Da mesma forma cães que nunca tiveram contato com crianças, pessoas obesas ou que se utilizem de cadeira de rodas irão estranhar estes grupos.

2- O dono transmite insegurança ou desaprovação com relação a determinados tipos de pessoas.
Embora este sentimento possa ser involuntário e extremamente discreto o cão percebe e reage tentando compensar a insegurança do dono. Este era exatamente o caso do meu Pastor Alemão.

Meu cachorro era dotado de muita sensibilidade e instinto de guarda. Hoje, analisando minha relação com ele, percebo que todas as vezes que eu avistava um mendigo ou um bêbado (na época eu devia ter um 15 anos e morria de medo de ser abordada por estas pessoas) eu retesava a coleira, puxando o cachorro ainda mais para perto de mim.

Não foram necessárias muitas repetições deste movimento para que o cão percebesse o meu desconforto e passasse a dar o aviso aos transeuntes, que se enquadravam neste padrão, para que não se aproximassem. Neste caso o cheiro (bebida alcóolica ou da falta de higiene corporal) eram a dica para que ele começasse a latir ameaçadoramente. Da mesma forma, na região em que eu morava, era comum que bando de meninos voltando da praia atacassem pessoas para realizar pequenos furtos ou apenas para ameaça-las e dar boa risada da cara de pavor do pobre coitado. Mais uma vez, toda vez que eu avista um destes bandos eu puxava o cachorro para junto de mim .

E mais uma vez Tiquinho (este era o nome do cão) vinha em meu socorro.
Nestes casos eu imagino que além do cheiro de praia, a algazarra dos meninos, e a maneira que eles andavam pela rua (tentado cobrir um raio suficiente para cercar as pessoas) deflagrava os instintos do meu bicho. Claro que eu não sabia o que eu estava fazendo. Eu não estava tentando ensinar ao meu cachorro a me proteger, mas sempre eu o recompensava, já que me sentia aliviada com a distancia que estas pessoas mantinham de nós. Aliás, era uma dupla recompensa: Uma quando eu acabava acariciando o cão, e outra através das pessoas que se afastavam. Eu e elas estávamos mostrando ao Tiquinho que ele estava fazendo um belíssimo trabalho e que deveria continuar se aperfeiçoando.

Em poucos meses não era preciso mais que eu visse as pessoas "indesejadas" se aproximando, nem que eu puxasse a coleira do Tiquinho. Não subestimem os sentidos de um cão (olfato, visão e audição principalmente). Bastava estas pessoas estarem a centenas de metros de nós e Tiquinho logo se arrepiava e se colocava em posição de defesa (Graças a Deus, nunca de ataque).
3- Determinados grupos de pessoas estimulam o comportamento desconfiado do cão.
As pessoas que tem medo de cachorro acabam dando o sinal de que alguma coisa está errada, mesmo quando o dono e o cão estão tranqüilos.
Foi exatamente isso que aconteceu outro dia quando eu estava treinando um Rottiweiler de 1 ano e 2 meses.
É bastante comum que quando saio para treinar cães grandes como o Rott as pessoas evitem de passar muito perto de nós. Mas num dia em especial eu vinha caminhando calmamente com este belíssimo exemplar da raça, com a coleira totalmente frouxa, já que o cão é totalmente confiável e está quase pronto para andar sem guia, quando dois jovens negros começaram a andar em direção contrária a nossa.
Lá de longe eu já havia percebido que os dois vinham se cutucando e se empurrando e, tal como eu, o cachorro também percebeu.
Desta vez tenho certeza de que não mandei nenhum sinal para o Thor. Eu estava absolutamente calma e de espírito desarmado. Também não poderia enviar nenhum sinal pela guia, já que a mesma estava passando por trás do meu pescoço antes de chegar ao cão (justamente com o propósito de eliminar o vício de corrigir o cão quando estamos preparando o animal para andar fora da guia).
Na medida quem que os rapazes se aproximavam de nós, eles mais se cutucavam e se empurravam, com um tentando manter o outro próximo da rota do cachorro, enquanto que o que era empurrado tentava escapar.
A título de verificar o temperamento do Thor, resolvi manter o meu passo e não interferir na tensão da guia. Quando estávamos quase cruzando com os rapazes o Thor começou a rosnar muito baixinho. Era quase inaudível, na verdade eu podia mais sentir a vibração do corpo dele junto a minha perna do que propriamente ouvir o rosnado dele. Imediatamente reforcei o comando para que ele se mantivesse junto a mim e não toquei na guia. Quando os rapazes estavam paralelos a nós o Thor finalmente colocou os dentes para fora e começou a latir, virando a cabeça para acompanhar os dois rapazes (que nesta hora aceleraram o passo e pararam de se cutucar), porém sem nunca se afastar do meu lado..
Comentário do rapaz que estava sendo empurrado para o amigo que ria histérica e nervosamente. "Viu seu Mané, não falei que estes cachorros não gostam de pretos?!".
Me controlando para não rir do comentário que foi dito num misto de pavor e aborrecimento dignos de comédia, parei, coloquei o Thor na posição deitada e expliquei para os dois que o cachorro não tinha nada contra a cor da pele deles. Que apenas tinha reagido à forma que os dois se aproximaram, que para o cão pareceu diferente, e portanto suspeita. Resposta dos dois: ‘A senhora pode falar o que quiser dona, mas eu é que não chego perto destes cachorros, eles não gostam de pretos e tá acabado!".
Tenho certeza que se esta experiência fosse repetida mais uma dúzia de vezes, e sempre com pessoas de pele escura, o Thor iria começar a ter uma atitude suspeita contra todos os negros, já que ele é criado por uma família branca e não costuma sair muito às ruas.
Bom, a esta altura você pode estar se perguntando: "E se alguém não gosta de judeus? É possível tornar um cachorro anti-semita?" (Se você não se perguntou isso não tem importância, estou só querendo aproveitar para esclarecer a dúvida de um aluno meu). : -)

Teoricamente não, já que não existe nenhuma característica aparente e comum a todos os judeus que o dono ou seu cão pudessem usar como forma de identificação. A não ser que a pessoa morasse num lugar onde houvesse uma comunidade ortodoxa. Aí sim, talvez, quem sabe, os cães pudessem estabelecer uma relação com as roupas escuras, os chapéus e as barbas longas que a maioria dos homens desta religião usam. Mas veja bem: Qualquer pessoa que estivesse trajando o mesmo tipo de roupa, e com as mesmas características físicas, estaria sujeita ao comportamento anti-social do cão.
E afinal de contas, qual é a vantagem de estimular o comportamento anti-social de um cão baseado apenas na aparência das pessoas? Melhor mesmo é manter os cães longe deste comportamento horroroso que alguns humanos desenvolvem.
Mais uma notinha: Este comportamento não é exclusividade de cachorros grandes. Até um poodle pode reagir da mesma maneira, mas as raças desenvolvidas geneticamente com o propósito de guarda são mais sensíveis e mais reativas do que raças de caça ou de companhia. Além disso as pessoas tendem a mostrar mais medo de cachorro grande justamente porque certas raças já possuem a fama de racistas.

Creditos
Texto de :Claudia PizzolattoTreinadora e Especialista em Comportamento CaninoLord Cão - Treinamento de Cães Ltda.

Aos estudar as características e a índole dos animais, encontrei um resultado humilhante para mim.
Mark Twain (Escritor)